Blog da Semente

Nossas visões sobre empreendedorismo e inovação no Brasil

O custo daquela discussão política

Nunca se falou tanto em política no Brasil como nos últimos anos, desde os movimentos de rua de 2013. Estamos evoluindo, à nossa maneira, em termos de consciência política.

Esse diálogo é intensificado pelo formato das grandes mídias sociais, sobretudo o Facebook (que também possui o WhatsApp).

Ferramentas projetadas para despertar sentimentos como raiva, inveja, segregação, orgulho. O negócio delas é servir de plataforma a esse caldeirão de sentimentos e vender informações sobre nosso comportamento a empresas e governos. Somos transformados em mercadoria.

Quando fazemos ataques pouco embasados a políticos e seus seguidores, destruímos o capital social à nossa volta. Rompemos relações, nos afastamos de pessoas que fazem parte de nossas vidas.

Além disso, damos oportunidade às posições mais extremadas no espectro político. Para Lula, é muito conveniente boa parte da população pensar que Bolsonaro é a grande ameaça, e vice-versa. Ambos se alimentam dessa situação, criando uma infinita espiral de polarização. Todo autocrata em potencial precisa cultivar inimigos para justificar seus atos.

A energia que dedicamos ao interesse público, às questões coletivas, é finita. Afinal, ninguém pode deixar de trabalhar e cuidar da família. O tempo da política é a cereja do bolo das nossas vidas: aquilo que fazemos em prol de todos, com os recursos que temos.

Que tal, então, usar a internet para se reconectar com aquela pessoa que você sabe que está começando um projeto comunitário importante? Ou pesquisar mais a fundo a aplicação do dinheiro público na educação em seu Estado? Quem sabe consigamos fazer críticas melhores, aprender uma habilidade nova, participar de uma iniciativa? Transformar em ganho aquilo que hoje é um custo para a sociedade.

Igor Oliveira é sócio-fundador da Semente.

Publicado originalmente no jornal Zero Hora em  28 de julho de 2017

 

Semente no SXSW e no GEC!

Temos uma ótima notícia para começar o mês: três sócios da Semente foram selecionados para participar como painelistas em dois dos maiores eventos de empreendedorismo do mundo em março! Estamos muito felizes com essa notícia.

Nos dois eventos, vamos representar o Brasil apresentando o ecossistema de empreendedorismo daqui e falando sobre oportunidades para investidores estrangeiros.

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Semente no SXSW 

Eu, Bruno Peroni, vou representar a Semente em um dos principais eventos de tecnologia e empreendedorismo dos EUA (também abriga um dos maiores festivais de música e cinema), o South by Southwest (SXSW), que acontece em Austin no Texas. Sendo o único palestrante brasileiro na track de startups, chamada de Startup Village, vou liderar o painel Not Another Valley: Startup Hubs in Latin America, que vai falar sobre como os ambientes de inovação dos países da América Latina se desenvolveram, fazendo uma comparação com o que aconteceu no Vale do Silício e também falando sobre oportunidades de investimento na região.

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Semente no GEC

A Semente também vai estar no principal evento global que discute empreendedorismo, o Global Entrepreneurship Congress (GEC), que nesse ano acontece em Joanesburgo na África do Sul. Felipe Amaral, que também é parte da rede internacional Nexus, será moderador do painel Investing in Emerging Markets, que vai discutir o que é melhor do ponto de vista do investidor: investir em mercados maduros ou em mercados emergentes? O painel também vai abordar a forte tendência de descentralização do capital de risco que vem acontecendo nos EUA e que vem ganhando espaço em todo mundo, com mais investidores olhando para investimentos em novos territórios, com menos competição e mais oportunidades. O painel ainda vai contar com o Igor Oliveira, também sócio da Semente, falando do ambiente no Brasil e representantes falando das oportunidades na África e Ásia.

Durante os eventos mandaremos mais informações e também vamos escrever sobre o que vimos por lá.

Bruno Peroni é sócio da Semente.

O futuro das aceleradoras (Parte 5/5): corporate ventures

Esse é o último post da série de posts sobre o futuro das aceleradoras. Para quem não teve a chance de ler os outros posts, seguem abaixo:

  1. Parte 1: O futuro das aceleradoras
  2. Parte 2: Venture building
  3. Parte 3: Veículo de investimento de anjos
  4. Parte 4: Especialização setorial

Dessa vez vou falar da tendência mais forte, que vem ganhando força no Brasil nos últimos dois anos, e que está mudando o jogo das aceleradoras: corporate ventures.

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O futuro das aceleradoras (Parte 4/5): especialização setorial

Em primeiro lugar, feliz ano novo! Vou começar 2017 terminando uma pendência de 2016: finalizar a série de posts sobre tendências do mercado de aceleradoras.

Nos últimos dois posts falei sobre duas das quatro tendências que estão mudando o mercado de aceleradoras no Brasil: venture building e veículos para investimento anjo. Dessa vez vou falar de uma das minhas favoritas, a especialização setorial.

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