Inovação Corporativa

Inovar em empresas é maratona e não corrida de 100m

Lições que tive com o former VP e Head Global de Inovação da HP

Você que acompanha o trabalho da Semente sabe que somos uma empresa de educação empreendedora que evita utilizar qualquer elemento pirotécnico de empreendedorismo de palco. Principalmente quando o assunto é inovar em empresas. Mas este clichê vale muito (muito) a pena e os principais motivos são:

1. Ele também é utilizado por um dos maiores especialistas em inovação corporativa do mundo, o israelense Ahi Gvirstsman, que foi Former VP e Head Global de uma empresa da Fortune 500;

2. Existem inúmeras formas de interpretar esta analogia da correria e são poucas as que não se aplicam ao mercado corporativo.

Lembro que estava em Israel num dos workshops do Ahi, quando ele apresentou este insight do título. Como pratico corrida parei pra refletir alguns instantes. Pensei em inúmeras formas de interpretar e tive desde os pensamentos mais tragicômicos até os mais estruturados e inspiradores.

eduardo maneira na frente de banner do evento em israel que falava sobre inovar em empresas

Como acredito que se não é divertido não é sustentável (open de frases de impacto), vamos começar pelos tragicômicos.

O primeiro é dolorido. Realmente correr uma maratona não é para todo mundo. Algumas pessoas serão só espectadores e isso não é muito emocionante.

O segundo foi pior. Muitas vezes, você estará sem folego e existirá um queniano na sua frente fazendo cara de que está fácil demais.

Vamos parar por aqui, né?!

(Se pensou em mais alguma similaridade, compartilha nos comentários!)

Por outro lado, esta analogia traz muita sabedoria e quero destacar três:

1. Dar o seu máximo no primeiro quilômetro te deixará fora da prova;

2. Não dá pra correr uma maratona treinando pouco;

3. Correr uma maratona exige hábito e disciplina.

1.    Dar o seu máximo no primeiro km te deixará fora da prova

Se você já correu, mesmo que na esteira, sabe que o primeiro quilômetro não é hora de dar o seu máximo. Ele serve mais para diminuir o nervosismo da prova e ajustar o seu ritmo de corrida (pace).

Quando levamos esta lógico para as corporações, posso citar alguns casos de pessoas que tentaram inovar em empresas, investiram pesado logo no início do seu programa e quando chegou a hora de escalar as iniciativas os recursos já tinham se esgotado.

É preciso ter sabedoria e consciência do momento e em qual quantidade serão alocados os recursos. Definitivamente, o melhor momento não é no começo.

2.    Não dá pra correr uma maratona treinando pouco

Os 42 km de uma maratona são os mesmos para todos os corredores. Não há atalhos. Vencer esta distância demanda fôlego, inteligência emocional e resistência. Habilidade que só são conquistados com treino. Muito treino.

No mundo corporativo, é comum que ações isoladas que apresentam uma esperança de resultado no curto prazo sejam tomadas. Os exemplos mais claros disso são os “hackathons” e competições de ideias incentivadas por palestras motivacionais e de criatividade.

Na prática, ações desse tipo são o equivalente a tentar correr uma maratona treinando muito pouco. O resultado desse tipo de abordagem é invariavelmente o fracasso.

Ahi defende que seja criado um programa para inovar em empresas com uma abordagem integral, sistêmica e que objetive resultados sustentáveis no longo prazo.

Vale deixar claro que é possível começar programas de inovação com hackathons, campeonatos de ideias e palestras motivacionais sobre criatividade, porém estas iniciativas devem estar conectadas com um processo constante de exploração e evolução destas ideias.

3.    Correr uma maratona exige hábito e disciplina.

Enquanto corredor aprendi que a frequência dos treinos é mais importante que a sua intensidade e seguir métodos evita lesões ao passo que acelera o desenvolvimento do atleta.

O mesmo vale para as corporações que almejam criar programas de inovação. Criar uma cultura de experimentação constante alavanca os resultados de forma mais rápida e acentuadamente que em ações não recorrentes.

Embora o termo inovação inspire incerteza e novidade, o processo que as cria não tem nada de novo e incerto. Aprender com quem já percorreu o caminho acelera o desenvolvimento do programa e evita erros recorrentes.

>>> Conheça o método que fez a HP inovar 10 vezes em apenas 24 meses no e-book Innovation Pipeline:


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