Blog da Semente

Nossas visões sobre empreendedorismo e inovação no Brasil

O empreendedor criativo e o inovador

No Rio Grande do Sul, encontramos muitos negócios criativos de pequeno porte. Trata-se de um setor que se localiza no meio do caminho entre a economia tradicional e a economia da inovação. São ótimos escritórios de design, agências de publicidade e digitais, produtores de áudio e vídeo, consultores de marketing e inovação. A presença dessas empresas serve de apoio para o surgimento de inovações, pois podem prestar serviços de alto grau de especialização a quem realmente está mudando a dinâmica de um mercado, destruindo o status quo.

O problema é que temos, ao mesmo tempo, uma escassez de novos negócios realmente inovadores e uma escassez de grandes empresas com um olhar minimamente aberto para o novo. Ou seja, falta cliente decente para tanto criativo.

E não estou culpando ninguém. É apenas um fato.

Se quisermos mudar essa realidade, precisamos formar empreendedores capazes de percorrer o caminho inteiro até uma empresa altamente inovadora, o que exige muito mais do que criatividade. Trata-se descobrir uma oportunidade real de destruir o estado atual das coisas e, com isso, ganhar dinheiro. Desenvolver uma solução nova para um problema que incomode alguém disposto a pagar. Depois disso tudo, é preciso gerar tração e estruturar uma empresa. Não é fácil e só se aprende fazendo.

Igor Oliveira é sócio-fundador da Semente.

Publicado originalmente no jornal Zero Hora em 15 de janeiro de 2015

1 Comment

  1. Olá Igor!

    Interessante o teu texto. Senti exatamente esta sensação de iniciar um negócio inovador e ter dificuldade de aceitação no mercado. A maioria considera importante e relevante em tempos de incerteza econômica “inovar”, fazer diferente. Entretanto, também usam o mesmo argumento “incerteza econômica” para não investir, seja no que for.

    Ouvi de uma pessoa de uma grande empresa aqui do Sul o seguinte: “estamos atolados até o pescoço para investir agora, nadando para tirar o pescoço da água”.

    E então, informei: “Você sabe quais foram as causas disso? Aceitação do produto no mercado? Renegociação com distribuidores e/ou fornecedores? Você tem alguma ideia do porque isso ocorreu?”

    Resposta: Ah, pois é.. não sei mesmo, mas é complicado sabe… “tá todo mundo mal”. “Mas vamos nos falando.”

    Depois de “re-argumentar” e informar que se você não sabe a causa é impossível tratar o efeito, desliguei o telefone.

    E aí? O que se faz neste caso meu caro?

    Um abraço!

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