Inovação Corporativa

Inovação é um processo, não o fim

Tratar inovação como um processo permite vencer o principal desafio dos programas de inovação corporativa: gerar resultado por meio de novas ideias.

Esta é a essência da metodologia construída pelo israelense Ahi Gvirtsmanl. Após ter construído um dos programas de inovação corporativa mais bem sucedidos do mundo e ter atuado como mentor de vários líderes globais de inovação, identificou os padrões para tornar empresas estabelecidas em inovadoras.

No começo de julho, a Semente estabeleceu uma parceria com Ahi e promoveu uma série de workshops no Brasil, que exploraram como construir programas de inovação corporativa de alta performance.

Já na abertura do encontro com as principais empresas que estão trabalhando inovação corporativa no país, Ahi trouxe o seguinte dado:

“80% dos executivos entrevistados pela Accenture em 2017 disseram utilizar técnicas tradicionais de gestão em programas de inovação corporativa”

A partir disso foi explorada a importância de construir processos e ter ferramentas próprias para a inovação.

Nesse sentido, Ahi revela que as empresas que não adotam inovação como processo, seguem por três formas comuns de trabalhar com ideias inovadoras:

  • Ignoram as ideias até que a pessoa que a propôs desista dela;
  • Criam plano de trabalho e de risco enfatizando a inviabilidade da sugestão baseado em opiniões;
  • Fazem grandes investimentos em apostas.

Em qualquer uma das alternativas o resultado é o mesmo: as ideias morrem e a inovação se tornar um estigma.

Por outro lado, tratar inovação como um processo possibilita:

  • Minimizar os riscos do programa;
  • Diminuir o volume investido;
  • Aumentar o número de oportunidades testadas;
  • Acelerar o ciclo de inovação.

Programas de inovação corporativa

O processo criado pelo Ahi Gvirtsman, enquanto vice-presidente e head global de inovação da HP, é o Innovation Pipeline.

Este processo adapta os principais conceitos lean startup para a realidade das corporações e funciona como uma aceleradora de ideias.

Com esta abordagem, em apenas dois anos, a HP construiu 10 inovações de alto impacto.

>>> Ahi escreveu um ebook em parceria com a Semente com todos os elementos do Innovation Pipeline.

No entanto, o israelense chamou atenção e afirmou que não basta ter um processo de inovação e esperar que novos projetos apareçam espontaneamente.

É preciso saber como gerenciar com responsabilidades e métricas adequadas.

RESPONSABILIDADES 

Na opinião de Ahi o innovation manager não deve ser a pessoa responsável por propor as melhores ideias, mas sim por ter os melhores processos de experimentação e criar um ecossistema interno favorável ao surgimento de novos projetos.

MÉTRICAS 

“Não confunda ação com progresso, um cavalo de madeira está constantemente em ação, porém não tem nenhum progresso.” 

Nesse sentido, Ahi sugeriu monitorar indicadores que representem a performance das ações de engajamento, do fluxo dos projetos no pipeline e dos resultados dos programa.

Por fim, Ahi Gvirtsman sustentou a posição de que o sucesso de um programa de inovação é atingir um nível de ecossistema evoluindo em escala.

No qual, intraempreendedores, enablers e tomadores de decisão se conectam espontaneamente e colaboram para alavancar projetos inovadores que impactam em indicadores chaves da organização.

Ahi no Brasil

Nos eventos em São Paulo, Florianópolis e Porto Alegre, focados em mostrar como as empresas constroem programas de inovação corporativa de alta performance, passamos pelo processo e os desafios de cultura e governança.

E é essa a linha da entrevista feita pela Fábrica do Futuro em Porto Alegre com o especialista.

São cinco perguntas sobre processo, cultura, governança, desafios que você pode conferir aqui:

 

Quer entender mais sobre inovação corporativa? Entre em contato com a gente.

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